No início da graduação, confesso que ficava angustiado quanto ao meu futuro profissional.Volta e meia me perguntava: Será que vou passar o resto da minha vida dentro de uma biblioteca ? Não que a biblioteca fosse um “calvário”, mas para mim, pensar naquelas tarefas rotineiras me deixava às vezes sem sono e indisposto com relação ao curso.

Comecei a peregrinar em sites, listas de discussões,diretórios em busca de notícias sobre o mercado de trabalho, grau de realização dos profissionais recém-formados, fragilidades da profissão ,entre outros.

Lembro-me que um dia encontrei um site ( Extralibris) onde pude manter um breve contato com Fabiano Caruso, o qual respondeu a indagação que eu alimentava durante muito tempo.A minha pergunta consitia em saber como poderia eu dinamizar o meu curso, e até mesmo adquirir essa característica interdisciplinar que a “nova versão” da biblioteconomia estava apresentando, sendo que muitas vezes o ensino da profissão estava quase que totalmente voltado para atividades tecnicistas ?

A resposta foi a seguinte:

Olá Anderson.

Também passei por vários questionamentos deste tipo durante a graduação em Biblioteconomia.
Minha opção depois de um período no curso, foi identificar o que eu tinha interesse em atuar e buscar informações por conta própria.

A Biblioteconomia nacional não oferece muita coisa para um estudante que esteja interessado em assimilar as novas tendências.

A minha sugestão é que você busque estágios que ofereçam oportunidade para que você possa experimentar aprender coisas diferente, e não apenas para somar experiência técnica em seu currículo. Mesmo que em um estágio, ou ambiente você precise cumprir com uma série de tarefas, tente negociar um espaço para buscar coisas inovadoras para melhorar o ambiente em que você trabalha.

O que é muito importante, é que você busque boas leituras e acompanhe a discussão internacional da àrea. Não foque suas leituras apenas em artigos relacionados a CI. É interessante buscar referências em administração, marketing, recursos humanos. Também não deixe de lado boa literatura.

Durante a minha formação eu escolhí a partir do meio do curso, dedicar-me a trabalha específicamente com serviços de informação digitais. Concentrei a maioria dos meus esforços neste sentido. Não me preocupei tanto em tirar boas notas em matérias técnicas (catalogação por exemplo). E seguí em frente…

Abraços,
Fabiano Caruso.

Diante disto, vale lembrar que o curso quem oferece é a universidade, mas quem faz é o aluno.Reclamar de estruturas frágeis, professores e até mesmo da profissão é muitas vezes válido, mas o que não podemos é fazer de nossas reclamações um motivo para ficarmos com os braços cruzados vendo o tempo passar.
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