O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira (8), ao divulgar os dados da produção científica mundial, que o Brasil segue firme na trajetória que o levou a produzir 2,02% dos artigos científicos do mundo. O país encontra-se na 15ª colocação no ranking liderado pelos Estados Unidos seguido da China, superando a Suíça (1,89%) e a Suécia (1,81%) e aproximando-se da Holanda (2,55%) e da Rússia (2,66%).

De acordo com o ministro, atualmente o Brasil investe R$ 200 mil em pesquisa, mas que o Programa de Aceleração do Crescimento da Ciência e Tecnologia investirá R$ 1,5 milhão, até 2010. Na América Latina, o Brasil tem uma posição de destaque muito superior aos nossos vizinhos, destacou Haddad.

O México ocupa o 28.º lugar no ranking, respondendo pela produção de 0,78% do artigos científicos.

De acordo com o ministro, o Brasil melhorá sua posição se seguir o Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG) e estabelecer uma integração entre a educação superior com a básica, promovendo esta última.

Segundo o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Jorge Almeida Guimarães, a iniciação científica contribuiu para o aumento da produção de artigos científicos no país.

Segundo Guimarães, as áreas mais estudadas são a da medicina, onde o país lidera a produção mundial, seguida da física e da química. Um artigo brasileiro sobre neurociência, de acordo com Guimarães, foi o mais citado em 2007 no meio científico, e a Universidade de São Paulo (USP) tem o artigo mais citado do mundo na área de medicina interna.

O Brasil cresce quatro vezes mais que os outros países na fabricação de conhecimento científico, disse Guimarães.

Ele ressaltou que falta ao país uma melhor gestão de seus doutores para o conhecimento ser difundido. Neste ranking, o Distrito Federal lidera com 50 doutores para cada 100 mil habitantes, seguido do Rio de Janeiro, com 36, e São Paulo, com 31 para cada 100 mil habitantes. O estado do Tocantis é último da lista, com apenas dois doutores para cada 100 mil habitantes.

Fonte: Gazeta do Povo

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