“O jovem rebelde e niilista de gerações passadas deu lugar àquele que busca acima de tudo a realização profissional e a independência financeira”, é o que diz a pesquisa realizada pelo instituto Datafolha e que foi publicada no domingo no jornal Folha de São Paulo.A seguir alguns dados da pesquisa:

Os jovens entre 16 e 25 anos são hoje 35 milhões e representam 19% da população brasileira. Para 33% deles, o trabalho é o maior sonho da vida. Entre os de 16 e 17 anos, a porcentagem é ainda maior: 42%. O jovem rebelde e niilista de gerações passadas deu lugar àquele que busca acima de tudo a realização profissional e a independência financeira.

Para atingir esse objetivo, eles consideram o estudo importante. Ambiguamente, mais da metade deles (54%) já repetiu o ano. O índice é alto mesmo nas classes A e B (44%). E 32% deles não leu um livro sequer nos últimos seis meses.

Junto à ambição profissional, os tradicionais casar e constituir família mantêm-se em alta. No entanto, muitos jovens já são pais/mães (21%). Destes, em média, os garotos foram pais aos 19,3 anos, enquanto as meninas, aos 18 anos. A questão do aborto também é mencionada: apenas 4% das garotas admitiram ter feito aborto, e 33% “conhecem” alguma amiga que fez o procedimento.

A questão da vaidade também foi abordada. Perguntados como se sentiam em relação à própria aparência, 59% se declararam muito satisfeitos. Onze anos atrás, em pesquisa do mesmo Datafolha, o número era de 89%. O mesmo ocorreu em relação ao peso: 50% estão muito satisfeitos com seu peso contra 61% onze anos atrás. Em busca de atingir o inatingível padrão de beleza atual, 42% das jovens brasileiras querem fazer plástica. Entre os meninos, o valor é de 16%.

Fonte: Folha de São Paulo

Minha opinião

Referindo-se à pesquisa em sua coluna no jornal Folha de São Paulo, Gilberto Dimenstein disse que “essa geração nasceu em um Brasil amedrontado, com a violência se espalhando todos os lados –uma violência que se associa às drogas. É um país amedrontado também pela falta de perspectivas; o desemprego atinge com força os jovens e, especialmente, os mais pobres”.Sendo assim, esses são os fatores que provalvemente teriam provocado um certo distanciamento dos jovens do sonho de dar crédito ou até mesmo se tornarem “os salvadores da pátria”- a preocupação com o futuro,  a vontade de apenas conquistar “um canto sossegado”.

Não serei hipócrita em dizer que os jovens-entre os quais me incluo- cada vez mais se desinteressam pela política e se voltam principalmente para planos pessoais e profissionais.Na minha opinião, talvez pelo da vida pública ter conquistado enormes dimensões de podridão e corruptibildade, afastando assim aqueles que de fato poderiam fazer alguma coisa em prol do bem público. 

Anúncios