“Levantamento divulgado ontem pelo Ministério da Educação revela que 27 cursos de medicina do país “não têm condições de funcionar”, nas palavras do próprio governo. Nessas escolas, cerca de 2.600 alunos se formam anualmente, o que representa 1 a cada 4 médicos que terminam o ensino superior na área. Em medicina, foram analisados 153 cursos. Apenas quatro obtiveram a nota 5, que significa “referência na área”.

Outras 15 áreas também foram avaliadas, a maioria ligada à saúde (odontologia, veterinária, fisioterapia, nutrição, entre outros). Analisou-se ainda agronomia, zootecnia e tecnologia em agroindústria.

Do total de 3.239 cursos, 25% obtiveram notas 1 ou 2, grande parte de instituições privadas, e 21,4% ficaram entre 4 e 5 (1.211 não tiveram nota, por impossibilidades estatísticas).

A Unesp teve o maior número de notas máximas (seis cursos). Por outro lado, a Universidade Estadual Paulista também teve curso mal avaliado (educação física em Rio Claro, com conceito 2). USP e Unicamp não participam do Enade, por não concordar com a metodologia adotada.” Folha de São Paulo.

Infelizmente o ensino superior no Brasil transformou-se em um mercado lucrativo, tanto que, comforme uma reportagem que estava lendo, este “ramo de negócio” têm despertado cada vez mais o interesse  de estrangeiros dispostos a abocanhar o processo de mercantilização do ensino.

E o resultado, a própria reportagem acima trata de nos dizer: ensino deficitário, alunos incapazes de encarar o mercado de trabalho, professores não qualificados.Para resumir minha opinião, digo que cabe ao estudante, avaliar o ensino que está recebendo antes mesmo da avaliação do ENADE, se é que o mesmo pode ser considerado um instrumento válido para a comprovação da qualidade do ensino superior no Brasil.

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