As declarações infelizes do secretário e porta-voz da Academia Sueca, Horace Engdahl, nas últimas semanas, têm causado polêmica no meio cultural internacional e colaborado para desacreditar o Nobel, mais célebre prêmio literário do mundo – pelo menos até hoje. Na quinta-feira, quando foi anunciado que o galardão seria concedido ao francês J.M.G. Le Clézio, Engdahl justificou o prêmio pelo fato de o escritor ter como tema outras civilizações e modos de vida além do ocidental. Até aí, aparentemente, tudo bem. Só que a declaração apenas veio reforçar a deliberada política do Nobel de não premiar autores norte-americanos nos últimos tempos. Os argumentos do secretário são que a Europa está no centro do mundo literário, que é o único lugar que dá tranqüilidade a um escritor para trabalhar sem ser “massacrado” e que os EUA são um país isolado do diálogo internacional, por não traduzirem a produção de outros países e não se distanciarem da cultura de massas. Ou seja, à reincidência de erros históricos – como não ter premiado Jorge Luis Borges e privilegiado autores obscuros – a Academia Sueca acrescenta um preconceito ideológico a suas escolhas e põe em risco a legitimidade e o reconhecimento do prêmio Nobel.

Fonte: PublishNews

Comentário: A atitude de “vetar” escritores nortes americanos por puro preconceito ou até mesmo como “arma política” é realmente uma lástima muita grande para o Prêmio Nobel.Colocar a Europa no centro do universo literário pode ter sido interpretado de forma bem desdenhosa pelos EUA, e mais, pode colocar em risco uma história de mais de 100 anos do prêmio.

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