Há muito se repete a máxima ” o Brasil é um país desigual”.Somos desiguais na distribuição de renda — poucos com muito e muitos com pouco.Mas o que vem me chamando a atenção nos últimos dias é justamente as proporções que as desigualdades sociais tomam e transformam-se em outras desigualdades, como por exemplo, a digital.Por exemplo, a biblioteca da rede pública–falo porque trabalho em uma– é um dos grandes cenários para esta.Pretende-se incentivar os alunos o máximo possível a ler “bastante”, mas por outro lado, não há uma preocupação em mostrá-los um novo mundo que desponta dentro da rede.Recebemos alunos na biblioteca que os olhos chegam a brilhar diante de um computador.
Isso me faz lembrar de um conversar informal que tive com um colega de moradia universitária: falávamos sobre a visita de uma especialista e pesquisadora em nanotecnologia aqui na UFMG.Meu colega falando sobre a palestra, disse que no momento em que se abriu o espaço para perguntas à palestrante, um aluno indagou:
“Tudo bem que a nanotecnologia é um dos grandes temas no mundo científico atual, mas até que ponto ela poderá ser usada de forma a não excluir ninguém de sua contribuição e importância? ”
Em linhas gerais, temos que pensar o acesso à informação de maneira igualitária, de forma a evitar ainda mais a exclusão digital.Somos em teoria os “intermediários” desse acesso e não podemos nos omitir diante de tal circunstância.

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