Eu já expressei aqui no blog a minha paixão pela Arquitetura da Informação.Prova disto é a minha constante peregrinação por blogs, listas de discussões, sites e tudo que tenha AI como tema.Sei que será um enorme desafio para mim, mas insistirei neste objetivo.Gostaria -ainda sob efeito da palestra do Milanesi- de aliar AI com políticas públicas de desenvolvimento da “cultura”.Será possível?
Gostaria de reproduzir- parece que já virou mania minha-um artigo publicado no jornal cearense “O Povo” sobre o Arquiteto da Informação.

Trabalho em cada nova profissão

Arquiteto de Informações

Organizar, hierarquizar, trabalhar o fluxo e assim estabelecer a disposição das informações de um site, considerando a relevância do conteúdo e o caminho que o internauta traça numa página eletrônica. É esse o trabalho desenvolvido pelo arquiteto de informações, figura cada vez mais comum nas agências de comunicação.

“O arquiteto de informações aplica a usabilidade da informação dentro de um site. Se textos, fotos e vídeos forem jogados de qualquer maneira numa página, é provável que boa parte do conteúdo não seja bem aproveitada e quem investiu certamente não terá o retorno esperado”, explica o profissional da área e publicitário, Rafael Dourado.

Segundo ele, esse é um mercado que não para de crescer, especialmente após a explosão da crise financeira mundial. A Internet chamou a atenção por ser uma mídia veloz, democrática e barata, além de estar cada vez mais disseminada. Diante disso, o arquiteto de informação se faz presente e necessário.

Formação

Não há formação específica para um profissional da arquitetura de informações, mas a graduação que mais tem se encaminhado para área é a de Biblioteconomia, que deixou de restringir o suporte de trabalho aos livros e passou a explorar a interface virtual. Qualquer outro curso de Comunicação também pode auxiliar quem já tem aptidão para o trabalho.

A qualificação, porém, vai além das salas de aulas: está na rotina, na prática, no aprendizado adquirido por quem já está inserido no cotidiano dessa profissão e, principalmente, na leitura multidisciplinar. “Para organizar informações de forma eficiente, o arquiteto de informações tem que saber observar a relação do usuário com os produtos da Internet: Orkut, Twitter, Facebook, blogs, portais, enfim. E aí só inserido nesse meio e lidando com pessoas diferentes o tempo inteiro, de qualquer lugar”.

Equipe

Nem só de arquiteto de informações se faz um site. Existe um time de especialistas, pouco conhecidos de clientes em potencial no mercado regional, é verdade, mas que em outros países e em mercados como São Paulo e Rio de Janeiro, já estão mais difundidos.

Há o designer de interação (analisa a forma como o usuário vai interagir com a informação), o designer de interfaces ou webdesigner (trata o layout da página) e o gerente especialista em usabilidade (pensa maneira de agilizar a passagem de conteúdo para o usuário), o programador de linguagem em servidor, o especialista em banco de dados e o especialista em CSS e XHTML (a linguagem legível da Internet).

Segundo Rafael Dourado, a rotina desses profissionais é bem parecida, uma vez que eles trabalham juntos em um mesmo produto. “É importante inclusive que cada um tenha a mínima noção do trabalho desenvolvido pelo outro”, diz ele. Trabalho em equipe, salários quase equivalentes. Esses especialistas ganham entre R$ 1 mil e R$ 2 mil.

Fonte: Jornal “O Povo” online– acesso 10 mai.2009

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