Li recentemente um texto da escritora Lya Luft, na revista Veja,em que ela falava sobre a internet e sua tão discutida falta da privacidade.Perguntada do porquê não tinha ainda um blog ou site na internet,a escritora respondeu que tentava preservar – ainda que hoje não fosse tão valorizada – o mínimo de privacidade que ainda julgava ter.
De certa forma, concordei com a escritora.A internet, sob certa perspectiva, “traga” o que chamamos de privacidade.Lógico que ninguém é obrigado a criar um blog, site ou perfil em redes sociais, e contar coisas que , no mínimo, deveriam se restrigir à sua vida pessoal.O que digo é que chega ser espantoso a quantidade de pessoas que lutam- nem sempre com as armas legais- desesperadamente pelos “15 minutos de fama” na web, tempo suficiente para tornar qualquer um famoso ( Susan Boyle, por exemplo).
Não pretendo, obviamente, ser um chato.Mas o que acredito é que se não preservarmos o mínimo que temos,no caso, nossa privacidade, imagine de mais o quê abriremos mão?
Obs: Não defendo censura na rede, pelo contrário, todos devem ter acesso irrestrito à informação, o que, por outro lado, não significa que devo aceitar todo tipo de coisas a mim disponibilizadas.

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