Associar a Cultura Livre, ou seja,o acesso e uso livres de todo material depositado e ‘disponível’ na internet ( músicas, vídeos, livros entre outros) ao comunismo foi ‘obra’ do cineasta tcheco Milos Forman, que num debate sobre direitos autorais nos EUA atribuiu aos hackers que fazem downloads ilegais a causa da decadência da industria fonográfica e editorial.Para se opor ao cineasta enraivecido, o criador da licença Creative Commons Lawrence Lessing saiu em defesa da Cultura Livre.O debate foi assunto do LINK, no Estadão.
A discussão sempre escapa-nos e depois volta estampada na mídia.Recentemente, a França aprovou a lei Hadopi que cortava o acesso a web de internautas que, porventura, fizessem downloads ilegais de quaisquer materiais( geralmente músicas e filmes) pela web.É claro que a polêmica lei sofreu duras críticas de partidos de oposição ao governo Sarcozy e posteriormente foi derrubada.Um desses partidos, e que inclusive ganhou cadeiras no parlamento europeu, foi o Partido Pirata.Na contramão de leis duras e rigorosas, o PP (como é conhecido) defende “eliminação dos direitos autorais, a abolição do sistema de patentes e a redução da vigilância online”, de acordo como site da revista INFO.

Uma das máximas de nosso dias é que estamos na tal da “Sociedade da Informação” ou “Sociedade do Conhecimento”, e em nome dela muitos têm agido de forma inconsequente.Pelo que vimos, a discussão já ganhou terreno para uma série de debates.Como profissionais da informação( dentre muitos outros) não podemos fugir à discussão, pelo contrário, devemos nos ater ao andamento de toda essa “confusão”, que por sinal em muito nos dizem respeito.Até que ponto podemos fazer uso do conteúdo disponível na rede sem que este uso transgrida os direitos autorais correspondentes?EU

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