Acompanho com certa periodicidade algumas discussões acerca da pervesa dúvida dos estudantes seguirem a vida acadêmica (mestrado, por exemplo) ou ir direto para o ‘selvagem’ mercado de trabalho.Esta é, com certeza, uma dúvida que começou a tirar o meu tão bom sono.Afinal, é preciso “perfil” para seguir carreira acadêmica?

Como alguns já devem saber, moro em uma moradia universitária onde se tem — obviamente– muitos estudantes de várias partes deste nosso país.Quando acaba o período destinado ao aluno para cursar a graduação ( geralmente o período mínimo é acrescido de 2 anos) o aluno tem, quase que desesperadamente, procurar uma opção (entende-se casa e emprego) caso não queira voltar para sua tão humilde cidade natal (entende-se o meu caso).Nesses casos o que fazer???

A carreira acadêmica há muito vem sendo um de meus propósitos, não que pensasse um dia em me tornar professor, mas mais para agregar valor, visto que na universidade aprendemos superficialmente; mas em certos momentos de “grande reflexão” me pego pensando em coisas do tipo: para que irei fazer um mestrado, sendo que, grande parte de nossa produção científica (CI) é ” mais do mesmo”?Serei mais um na multidão?

Em conversas particulares com um amigo discutíamos a mediocridade das teses e dissertações existentes não só na nossa área, mas sim em outras áreas também.O dinheiro público muitas vezes está sendo destinado e utilizado para produções científicas que não passam de “citações de citações” , ou melhor, como disse um professor de Engenharia Mecânica aqui da UFMG, a atual produção científica tem se resumido –infelizmente– ao “eu te cito, tu me cita e nós nos citamos”.

Ainda falta um bom tempo para decidir-me pelo que fazer.Ate lá, poderei ler muitas “citações de citações” ainda ou quem sabe a nova geração de bibliotecários se disponha a fazer uma Ciência da Informação mais inovadora.

Como sugestão de leitura, gostaria de indicar um artigo que fala sobre o padadoxo tecnológico brasileiro.

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