Reprodução do site

No passado recente da Web, para manter um site com conteúdo atualizado e com um aspecto agradável para os visitantes, bastava a figura do webmaster, do programador e do trabalho de um bom designer.

Nos últimos tempos, no entanto, com o aumento crescente da quantidade de informações na Web, nem sempre de qualidade, relevância e confiabilidade, é preciso encontrar novas formas para destacar um site entre os demais.

Organizar, classificar a informação, excluir os excessos e as irrelevâncias parece ser o caminho, já que hoje até os próprios usuários podem criar, alterar e compartilhar informações entre si e gerar várias abordagens e inter-relações para os assuntos. É a chamada folksonomia ou classificação dada pelas pessoas, que as informações recebem, pela atribuição de tags (etiquetas ou palavras-chave) aos textos informativos. Essa abordagem tornou-se regra para os projetos nascidos na Web 2.0.

Esse contexto de tanta interdisciplinaridade resultou na criação da chamada “Arquitetura da Informação”, para unir tecnologia, design e conteúdo informativo. Em resumo, se o usuário não consegue acessar a informação que necessita, não consegue usar o site. Como nos corredores dos supermercados, você tem apenas seis segundos para chamar a atenção do visitante.

O problema é que na maioria das vezes, os usuários não conseguem encontrar o que precisam dentro da miscelânea de cores, imagens e conteúdos. Dessa forma, toda atratividade do site deve ser voltada para captar a atenção do público-alvo, com textos curtos, fácil assimilação dos conteúdos e símbolos. A arquitetura da informação trabalha com as características principais de organização, usabilidade, classificação, associação de imagens e mapeamento da informação – sistema de busca, menu de navegação, mapa do site.

O arquiteto da informação é o profissional preparado para gerenciar os fluxos de procedimentos, a partir do entendimento das reais necessidades dos usuários, suas prioridades e atitudes comportamentais. Um caso comum de emprego da arquitetura da informação na prática é a implantação de um sistema de busca interna num site. Pesquisas relatam que cerca de um terço dos visitantes de um site guiam-se inicialmente pela opção de busca. O restante dos usuários apenas utiliza essa opção quando não consegue respostas aceitáveis pelo acompanhamento dos diversos links, fazendo uso da navegação convencional.

Eduardo revela que o novo profissional estabelece as interfaces e o modelo de integração dos sites tornando seu acesso mais simplificado e interessante para os diversos tipos de usuários, com sistemas informativos mais eficientes para a realização das tarefas, propiciando acesso mais intuitivo aos conteúdos.

Em sites de notícias, por exemplo, os quais possuem um grande número de páginas dinâmicas, com muitos anos de conteúdo em arquivo e com geração diária de muitas novas páginas, a implantação de um sistema de busca é obrigatória.

O arquiteto da informação deve adequar as facilidades ao serviço, baseado nas necessidades dos usuários (público-alvo) e na averiguação periódica dos registros (ou logs) das palavras procuradas por eles. Ao meu entender, com o comportamento vivenciado pelas experiências dos usuários, será possível adaptar periodicamente o conteúdo e, principalmente, ajustar rotinas que simplifiquem os procedimentos de localização da informação.

Comentário

Dentre as várias possibilidades de atuação que a Biblio nos ‘apresenta’, a Arquitetura da Informação é uma delas.Falta, para quem se interessa, correr atrás e não perder o bonde “andando” como diria os mineiros.

Fonte: iMasters por Eduardo Favaretto.

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