Temos algumas iniciativas isoladas, mas não uma política estratégica. O ambiente nos empurra para os grandes monopólios e para o poder do Estado, enquanto a juventude quer um emprego público

Dizem que o Brasil tem o espírito empreendedor. Já acreditei nisso, não mais.

Acho que inventamos o desesperedorismo – um tipo de atividade que os humanos fazem – de forma desesperada – para conseguir sobreviver, contra tudo e contra todos.

O tema me vem de pronto, pois encontro uma amiga no Museu da República que me fala de uma ideia maravilhosa na web. Eu, que já tive mil sonhos e ideias, suspiro.

Já rodei meu plano de negócios (vários deles) em investidores e sei hoje que o Brasil decididamente não quer (ainda) novos negócios.

Algumas iniciativas isoladas, mas nada como política estratégica. O ambiente nos empurra para os grandes monopólios e para o poder do Estado.

A juventude hoje quer um emprego público. Quem fatura são as empresas de concurso, novos monopólios de ensino.

Um ambiente empreendedor exige:

* Dinheiro barato;
* Investidores criativos;
* Incentivo do Estado;
* Incentivo à inovação;
* Educação criativa e não tolhedora.

Olhem para os lados e notem se há algo assim no horizonte.

Vejam o quadro:

* Temos os juros mais caros do mundo;
* Investidores que exigem retorno semana que vem;
* Um Estado que quer ser o pai e não um parceiro, que quer dar esmola e não ensinar a pescar, que só cresce e não fortalece o social empreendedor;
* Por fim, quem inova é considerado maluco;
* E os poucos que vão e ficam na escola, são doutrinados para serem tapados.

Outra tese: quem passa em concursos públicos é o pessoal da inteligência acumulativa, de dados; não aqueles que têm a inteligência da ruptura, geradores de novos cenários.

Isso é grave!

O Brasil inova mais uma vez: criou o desesperedorismo! Concordas?

Fonte: Websinder por Carlos Nepomuceno

Comentário

Infelizmente, os ‘ares’ brasileiros não favorecem aqueles que têm espírito empreendedor, antes os esmagam como toda sorte de tributação, aumentando assim, a informalidade constante.A burocracia e a carga trubutária são desumanas e quem hoje quer empregar acaba sendo o que mais paga impostos.Dessa forma fica difícil fazer com que o Brasil tenha lugar de destaque no cenário mundial; só se for para aparecer e ao mesmo tempo escondendo suas mazelas por debaixo do tapete do palácio do planalto.

Os jovens que poderiam tanto inovar são massacrados pela falta de oportunidades, o que contruibui para uma juventude cada vez mais alienada e sem perspectivas de futuro.

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