Sabemos que Biblioteconomia está, no seu estágio atual, passando por diversas mudanças.Algumas forçadas, como por exemplo, o forte uso das tecnologias da informação em muitas de suas atividades, que resultou na extinção ou substituição de certos procedimentos técnicos; outras que a própria classe bibliotecária está tratando de fazer, como por exemplo, a crescente organização de eventos que outrora não eram tão frequentes.

Mas algo ainda continua como outrora: o medo de perder espaço para outros profissionais, que aliás, pode ser visto em toda e qualquer lista de discussão da área.A virulência com que alguns escrevem nestas listas é impressionante, a ponto de deixar-nos transtornados e confusos.Afinal, o que está em jogo???

Passei, de uns tempos pra cá, a acompanhar blogs de bibliotecários estrangeiros a fim de conhecer o que se passava em outros países.A minha recente constatação é que eles, como seres mortais, também enfrentam dificuldades de toda parte.O diferencial que posso dizer que eles possuem com relação a nós e e que é visivelemente percebido são as adaptações que a classe vai sofrendo juntamente com as mudanças da sociedade em que estão inseridas.

Nos Estados Unidos, por exemplo, quase toda biblioteca escolar tem um blog onde alunos participam e acompanham de todas as atividades que acontecem na biblioteca.Bibliotecas públicas oferecem serviços de consultoria pela internet (Ask a Librarian), pelo celular, pelo twitter, por blogs e outras redes sociais.Os serviços das bibliotecas em geral são ampliados de forma a fazer com que novas tecnologias sejam incorporadas frequentemente aos mesmos.E os recursos são abundantes? Nem sempre.

Bom, e por aqui? Por aqui a situação é bem outra.Há, com toda certeza do mundo, profissionais engajados em causas sublimes e necessárias, mas por outro lado, como em toda profissão, há também quem se sinta ameaçado por uma simples notícia da televisão.Como estudante e próximo de me formar, já vejo que é possivel vislumbrar o cenário de futuras mudanças que ainda continuaremos a enfrentar.

Quando falo em adaptação, não significa aparelhar uma biblioteca com computadores de última geração nem quaisquer outras parafernalhas tecnológicas atuais; mas sim em trablahar com o pouco que se tem em prol do usuário, cliente ou qualquer outro nome que se dê ao indivíduo final e receptor de nossos serviços.

Se permaneceremos firmes diante de tais mudanças será uma questão de atitude de muitos profissionais.Ou melhor: será uma questão de atitude de quem realmente se identifique com a profissão.

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