Trabalho , como já dito aqui, em uma biblioteca escolar da prefeirura de Belo Horizonte.Como é uma biblioteca que serve a um público não tão amplo(comunidade escolar em geral), acredito que não seja necessário aos funcionários criarem ‘labirintos’ para que os usuários encontrem o que precisam.Explico-me melhor…

Nas bibliotecas universitárias, por exemplo, acredito que, dadas as características do público, a organização e localização do acervo deva ter um grau de especificidade um tanto quanto minuciosa afim de permitir sua localização.Caso detalhe de um livro é muito importante.Por exemplo, deve-se dar destaque aos responsáveis secundários pela obra em questão (ilustradores, adaptadores, tradutores,organizadores etc)e de um modo geral tratar de ‘acompanhar’ as normas de classificação da forma como ditam os manuais específicos.

Mas, e em uma biblioteca escolar onde – não desmerecendo o público, é claro – não se exige um grau de especificidade tão grande?

Acredito que as normas de classificação, catalogação e etc, têm como função primordial o fácil acesso ao acervo da unidade da informação em questão, e não a criação de verdadeiros labirintos que façam com que os usuários (ou quem quer que necessite da informação) percorram em busca das respostas para seus problemas e dúvidas.

Na era do imediatismo, quanto mais rápído a informação for disponibilizada maior será seu valor.É claro que não somos rôbos para localizar uma informação sobre o espaço, por exemplo, e entregá-la para o usuário em questão de segundos.Mas o que deve-se levar em consideração, é que a internet, com sua ferocidade e imediatismo, tende a oferecer de forma mais ágil – e isso não siginifica que o produto seja confiável – a informação desejada.

Nesta história toda, acredito eu, perderá espaço aquele que for ‘especialista’ em construção de labirintos…

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