A frase acima foi extraída de uma carta do poeta português Fernando Pessoa endereçada a Adolfo Casais Monteiro por motivos por mim desconhecidos – talvez fosse a explicação de traços da personalidade do remetente ao destinatário, ou outro motivo.Mas isso não vem ao caso….

Farei uso deste pequeno trecho literário justamente para fazer uma pequena analogia: acabo de ler um artigo da Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação , da UNICAMP, sobre os temíveis esteriótipos dos profissionais da Ciência da Informação.

O texto chamou-me à atenção – apesar da temática já quase caducar – pela abordagem simples e mais especificamente pelo seguinte trecho:

“…para os profissionais arquivistas, bibliotecários e museólogos, o mundo gira em torno do atendimento dos pedidos de informação.Se não há solicitação não há porque sair da espera quase inerte, passiva.”

Daí, não foi tão difícil assim concluir, o que as pessoas esperam de nós (como profissionais da informação) é que simplesmente nos ofereçamos ou, pelo menos, que fique nítido que não somos apenas ‘estátuas’ ou máquinas que aguardam uma simples ‘fichinha’ para serem acionadas.Podemos, em todos os casos, tomar um cafezinho com o usuário, quem sabe. 🙂

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