Há uns dois dias atrás estava lendo um post no blog do Fabiano Caruso que falava acerca do futuro dos bibliotecários sem o instrumento pelo qual eles se debruçaram ao longo de toda a história da profissão: o livro impresso.

A discussão é muito oportuna, mas o que me chamou atenção mesmo foi num dado momento em que ele se referiu a um possível “desvio de foco” da profissão com o surgimento de novos temas e tendências como a Arquitetura da Informação, Gestão do Conhecimento e da Informação e tantas outras gestões que possam surgir por aí.

Em minha opinião, acredito que novos modos de aplicar os conhecimentos biblioteconômicos devem ser pensados – inclui-se aqui o uso de tecnologias -, até por que a sociedade não é mesma de outrora.Mas, acredito também que a essência que sempre caracterizou a profissão (seu forte braço humanístico) não pode ser jogada “ralo abaixo”.

Em tempos de máquinas ocupando lugares antes destinados a humanos, não é estranho pensar numa redução da utilização das bibliotecas enquanto espaço físico.Mas, se por um lado a ‘biblioteca física’ pode ver seus usuários buscando outras alternativas não tão físicas assim, por outro, as bibliotecas digitais é que vão entrar de vez no cenário da informação, e, consequentemente,teremos uma alternativa (não seria esta a palavra, mas tudo bem) para a extinção do espaço biblioteca.No entanto, quero deixar bem claro aqui e como também já foi dito pelo Caruso, que a profissão deve exixtir mesmo com uma possível extinção dos livros impressos e das bibliotecas.Buscar formas de enfrentar essa nova realidade sem fugir à missão da profissão constitui-se um de nossos próximos desafios.

E você, o que acha:as tendências atuais como arquitetura da informação, gestão do conhecimento e/ou da informação caracterizam inovações ou desvios de foco na biblioteconomia?

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