A biblioteconomia talvez seja um dos cursos que mais sofre com um sério problema que acaba causando graves danos aos seus futuros profissionais: a baixa auto-estima. Desde quando entra no curso, o estudante vai criando em torno de si idéias desmotivadas, falta de perspectivas para o futuro profissional e, atrelado a isso, acaba não visualizando tudo que a profissão pode llhe oferecer.

É claro que temos incertezas, sempre.Mas em certos momentos torna-se necessário definir certas metas e planejar ações futuras e a auto-estima nessas horas serve como combustível para tais pretensões.Como vou me projetar na profissão sendo que na minha concepção de carreira a única esperança que é passar num concurso, e olhe lá?Como visualizar projetos inovadores em equipe sendo que não desenvolvo ao longo do curso o perfil necessário para tal?

E não me venham associar tal desânimo e baixo auto-estima somente aos profissionais com muitos anos de carreira! Os jovens, que ingressam todos os anos nas faculdades de biblio, são os que respondem pela maior parcela de tal chaga na nossa profissão.Exemplo disso é a luta que se trava ao tentar montar uma simples semana de biblioteconomia na UFMG.Mesmo com tudo pronto é capaz de vários alunos não participarem ou se participam o fazem somente pela obrigatoriedade de determinadas disciplinas.

Pensar o futuro da profissão requer, acredito eu, um elemento básico: acreditar na profissão.Sem ele ficaremos anos e anos dando voltas e parando no mesmo lugar comum: a estereotipação (outra chaga a ser curada).

OBS: Há uma turma de ‘sangue novo’ que pensa e muito na profissão e dos quais me orgulho muito.São calouros, profissionais,veteranos, estagiários,enfim, um bando de “malucos” (com o respeito da expressão) que batalham e acreditam na consolidação de nossa carreria em qualquer lugar que a mesma seja desempenhada.

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