Eles são distribuidos em kits para os estudantes dos ensinos fundamental, médio e até para o pessoal da Educação de Jovens e Adultos.São novos e muito bem ilustrados e ainda por cima são criteriosamente selecionados por uma equipe interdisciplinar dos orgãos de cultura e educação.Eles são os ….livros, é claro.

Como dito anteriomente, e volto a afirmar aqui, sou contra a política de distribuição de livros que nada mais é , salvo alguns casos, do que desperdício do dinheiro público, pois, os “leitores” que estão os recebendo em sua maioria os lançarão no canto mais escuro de seus quartos assim que dobrarem a esquina.

No Brasil – e isso parece estar arraigado em nossa cultura – temos o péssimo hábito que tentar “solucionar” problemas sociais crônicos (a baixa qualidade da educação é um deles) com “medidas analgésicas”, aquelas que aliviam a dor momentaneamente, sem no entanto preocuparmos com a efetiva cura de tais mazelas.

E o bibliotecário, deve apoiar tal medida de distribuição de livros? Na minha concepção, apenas distribuir livros é muito pífio se considerarmos os reais problemas que estão por detrás dos baixos índices de leitrura de nossa gente.Soluções eficazes devem ser pensadas, como por exemplo trabalhar com o aluno – no caso da escola, é claro- as formas com que ele pode contribuir com sua formação bem como suas experiências ( quem disse que a criança não tem experiências?), suas opinões e dificuldades.Tudo isso conta na hora de aprender!

O modelo arcaico onde o professor “sabe tudo” deve ser reformulado ainda que localmente, pois nem sempre é preciso esperar por decisões governamentais para que se possa agir.A distribuição de livros será forte aliada da educação quando feita de forma equilibrada e não como estamos acostumados a ver hoje: livros sendo jogados fora como se não tivessem custado um centavo, centavo esse que poderia estar sendo usado para outras necessidades mais urgentes.

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