Uma professora perguntou a uma turma do 4º período de Biblioteconomia aqui da UFMG a seguinte questão:” Onde vocês se imaginam daqui a 5 anos?”. A resposta foi quase unânime: ” Em tudo, menos em bibliotecas…”. A unanimidade só não foi possível graças a indecisão de muitos que ainda se perguntavam o que estavam fazendo ali…

A respostas secas, porém sinceras, deixaram a professora de cabelo em pé. Não foi por menos.Numa turma de graduandos em Biblioteconomia , esperava-se no mínimo que grande parte dos alunos desejassem trabalhar em bibliotecas ou coisa do tipo.

Pois bem. Nota-se com isso duas coisas: ou há um desvio gravíssimo de foco, sobretudo no que diz respeito à fuga da essência do bibliotecário; ou há uma nova concepção do que seja o “fazer bibliotecário”, que por sua vez já não se restringue aos muros das bibliotecas, ou melhor, já nem tem a biblioteca constando nessa lista.

Sendo assim, o tema do XII Encontro Regional de Estudantes de Biblioteconomia, Documentação, Gestão e Ciência da Informação da Região Sul nos convida a pensar em uma Biblioteconomia Alternativa.Entitulado “Biblioteconomia Alternativa: novas atitudes sobre velhas práticas”, o evento a ser realizado na UFRGS ,em Porto Alegre, nos dias 22, 23 e 24 de Abril, buscará discutir os novos papéis desempenhados pelos bibliotecários nos mais diversos setores da atualidade, desmistificando com isso velhos esteriótipos e dando uma nova roupagem ao profissional, sem que com isto o mesmo perca sua identidade.

Divergências à parte, tenho notado que um debate vivo e atual permeia as rodas de discussões entre estudantes de Biblio por todo Brasil.Recentemente em Belém, pude perceber o quanto estamos caminhamos para um amadurecimento profissional (não que sejamos imaturos). E o que é melhor: esse amadurecimento tem tido participação maciça de estudantes, justamente os profissionais de amanhã, que vão aos poucos deixando de lado idéias retrogradas e perseguindo “vôos bem mais altos”.

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