Talvez uma das mairores queixas de quem cursa ou cursou Biblioteconomia um dia resida em um único documento: o currículo. Artigos, dissertações, teses, encontros, reuniões e uma infinidade de mecanismos versam e continuarão por um bom tempo direcionados para a grade curricular de Biblio.

Parece-me que esta pauta está atualmente em voga em várias faculdades de Biblioteconomia pelo Brasil.Exemplo disso foi a recente “reformulação” , ou melhor, uma simples mudança nos nomes das disciplinas para outros mais sofisticados, mas que no fundo significam a mesma coisa, que aconteceu na Unb (Universidade de Brasília).

Já na USP, o professor Luís Milanesi mantém a segredo de sete chaves a proposta de reformulação do currículo da graduação em Biblioteconomia.Ele mesmo até abriu um espaço para discutir a questão entre os alunos de todo Brasil em sua rede social: Em busca da Biblioteca Perdida.A UFMG ,em minha opinião, é claro, a exemplo da Unb fez apenas uma maquiagem nos nomes das disciplinas e nada mais.

Pois bem.Agora eu pergunto: as mudanças que tantos dizem ser nem mais questão de atualização da grade curricular e sim de sobrevivência do curso devem ser pensadas e aplicadas levando quais pontos em consideração: a simples necessidade de estar atualizado e em sintonia com o dito mercado, igual a um software qualquer, ou tal discussão ultrapassa questões meramente mercadológicas e se aprofunda em conceitos epistemológicos da Biblioteconomia?

Deixo o espaço aberto para vocês…

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