Valeu, Biblio!

Minha graduação chega ao fim.No início de 2007 começava eu o curso de Biblioteconomia na UFMG.

Deixei minha casa e minha família em Pedro Leopoldo em busca de um um sonho que já alimentava desde criança: ter formação universitária e , de preferência, numa universidade pública, até mesmo por questões financeiras.Optei pela Biblio justamente pela paixão pelos livros velhos que minha mãe me trazia das várias doações que recebia no seu trabalho.

Contei com a ajuda e paciência de inúmeras pessoas no início, durante e agora no final desta caminhada.Cheguei até a criar este blog com o objetivo de alguma forma discutir coisas que queria ver acontecendo na profissão, dentro da universidade, no país e até mesmo comigo.

Fiz viagens para encontros de estudantes em Curitiba, no Rio, em Belém e na Paraíba, onde conheci pessoas incríveis e vi que a biblio conta com gente de peso levantando sua bandeira pelos quatros cantos deste país.Foram lágrimas e sorrisos, raivas e sustos, decepções e surpresas, mas que agora no final se transformam em boas lembranças.

Agradeço a todos que por aqui passaram e quero dizer que prosseguirei por aqui até quando sentir que de alguma forma posso contribuir para a Biblioteconomia brasileira através deste diário eletrônico.Agora, do outro lado do muro, posso experimentar as dificuldades e desafios que muitas vezes me queixei mas que às vezes nunca os tivessem vividos.

Agradeço aos meus colegas de classe e aos que agora serão meus colegas de profissão.Não me arrependo do caminho que escolhi, o que não me impedirá de me sentir cansado ao longo da jornada que, pelo visto, parece ser longa e árdua.

A todos amigos, colegas e admiradores meu muito obrigado!

Um Feliz Natal a todos e um 2011 cheio de oportunidades e grandes realizações!

Botando lenha na fogueira da Biblioteconomia

A Biblioteconomia deu vida a Ciência da Informação. Por que a filha tenta matar a mãe? E por que os bibliotecários não fazem nada para conter isso?

Australiano devolve livro com 53 anos de atraso e leva multa de R$ 8,5 mil

Raymond McLaren tinha pego emprestado livro em 1957. Ele fez questão de pagar multa pelos 19.350 dias de atraso.

Em 53 anos quantas centenas de usuários poderiam ter utilizado o livro?, tendo por base um emprestimo de 7 dias, num mês com 4 semanas. Um ano não bisexto tem 52 semanas + 1 dia. Isso daria 2 757 semanas. Que equivale ao número de usuários prejudicados se considerarmos não renovações e outros atrasos.

Se cada usuário pegasse esse livro e devolvesse na data certa e outro usuário pegasse imediatamente e fizesse o mesmo e assim por diante, o livro sairia da biblioteca 2 757 vezes para 2 757 usuários teoricamente distintos.

Imagine o custo para a instituição.

Não falo do valor material do livro, nem do valor simbólico, mas falo do valor informacional, tendo em vista que muitos livros estão esgotados, e sem possibilidade de re-impressão por exemplo, quem ai lembra da série primeiros-passos da Brasiliense. Pois é uma ótima coleção introdutória, mas que não temos outras tiragens.

O que houve com essa informação? Foi perdida, a menos que você conheça as bibliotecas que tem. E se todos os usuários fizessem isso? Acho que teriamos uma biblioteca “virtual e invisível” pois não teriamos mais livros nas unidades de informação e somente prateleiras vazias.

Na verdade minha idéia de biblioteca perfeita é uma que não tenha livros, nem revistas, nem multimeios, nem mapas, nem cartas etc. Uma biblioteca perfeita para mim é uma em que todos os livros estão com os usuários que buscam o conhecimento. E o bibliotecário iria mediar a informação atender a demandas vias web e atender off-line aos que não tem acesso ao compuador (isso não necessáriamente significa que esses usuários não terão acesso à informação)

Me perdoem os bibliotecários (colegas) mas uma biblioteca repleta de livros SEMPRE é uma ingerência uma falta de ação de marketing para bibliotecas, falta de divulgação e interação com o usuário. Seja numa empresa ou numa universidade, somos hoje quase dependentes quimícos de informação, ela faz parte de nós de uma forma que temos crise de abstinência quando não a temos.

Então por que as bibliotecas ficam cheias de livros, revistas e tudo mais? Seria o material desinteressante? ou seria que o usuário não sabe o que a sua biblioteca tem?

Isso mesmo! o usuário é que é o dono da biblioteca e não o profissional da informação. O bibliotecário administra o recurso que lhe foi confiado. Seria como o presidente de uma nação, que está ali para representar os cidadãos e defender seus interesses, assim deve ser o bibliotecário.

Mas voltando ao assunto do senhor com atraso de 53 anos. A multa por si só não me agrada. Parece que estamos “alugando” o acervo e não disponibilizando-o. Sei que muitas bibliotecas utilizam esses rendimentos para a sua manutenção e compra de novos materiais. Mas para o usuário… Será que ele não pensa: ah vou ficar com esse livro esse semestre por causa dos trabalhos (e muitas vezes sequer lê) mas no final paga uma quantia e “tudo resolvido”.

Por outro lado a suspenção fere um principio da Biblioteconomia se não todos eles. Negar informação a um usuário não é o que nos define como profissionais da informação, e sim o contrário.

Acho que nos bibliotecários deveriamos deixar de nos envaidecer com a Ciência da Informação e re-inventar a roda e pesquisarmos e desenvolvermos métodos que garantam o desenvolvimento da PROFISSÃO e não somente a ciência.

Da mesma forma que todas as outras classes profissionais.

Se chegarmos num congresso, encontro, simpósio, palestra o diabo a 4 não se vê um trabalho apresentado de biblioteconomia só da famosa Ciência da Informação.

E por isso problemas elementares da nossa prática são deixados de lado. Nas escolas de biblioteconomia nos empurram goela a baixo muitos conteúdos da CI e assuntos típicos da biblioteconomia são negligenciados.

Isso pode causa polêmica mas não me importo estou aqui para agitar e ser criticado. Não tenho medo de defender o que acredito, e quem achar que estou errado (melhor) me questione apresente argumentos vamos debater a Biblioteconomia (com B maiúsculo)

Mas vou lançar a polêmica: A Biblioteconomia deu vida a Ciência da Informação. Por que a filha tenta matar a mãe?

Fonte: Outro lado – Criação e tecnologia na web
Sobre o Autor: Rafael Marinho (rafaelmarinho71@gmail.com) é arquiteto de informação, consultor em gestão da informação e mantém o blog [Bibliotecário Virtual].

Ciência da Informação (UFMG) discute produção científica na área

A interrelação entre sociedade brasileira, ciência da informação e a produção científica na área é tema de evento que a Escola de Ciência da Informação (ECI) realiza nos dias 25 e 26, no campus Pampulha.

Segundo os organizadores, o evento tem por objetivo apreender os limites, avanços, contradições e perspectivas da área, “de forma a evidenciar as contribuições da Ciência da Informação no contexto da realidade nacional”, a partir da análise da produção científica das linhas de pesquisa do curso de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCI): Informação, Cultura e Sociedade; Organização e Uso da Informação; e Gestão da Informação e do Conhecimento.

O evento terá como convidado o professor Jessé Souza, da Universidade Federal de Juiz de Fora, que realizará conferência com o tema A construção do caráter conservador das ciências sociais brasileiras.

O encontro é realizado em parceria entre o PPGCI, o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Informação e Sociedade (Nepis) e o Núcleo de Assessoria à Pesquisa (NAPq).

Programação
Local: Sala 1000 da ECI

Dia 25, quinta-feira
9h – Apresentação – A Pós-graduação em Ciência da Informação nos 60 anos da ECI
Professores Ricardo Barbosa, diretor da ECI; Gercina Lima, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCI) da ECI/UFMG e Maria Guiomar da Cunha Frota, subcoordenadora do PPGCI

10h às 12h
Mesa-redonda: A Produção científica em informação, cultura e sociedade
Expositora: professora Ana Maria Cardoso
Mediadora: professora Alcenir Soares dos Reis

14h às 16h
Conferência: A Construção do caráter conservador das ciências sociais brasileiras
Professor Jessé de Souza – Universidade Federal de Juiz de Fora

Dia 26, sexta-feira
9h30 às 12h

Mesa-redonda: A Produção científica em organização e uso da informação
Expositora: professora Lídia Alvarenga
Mediadora: professora Beatriz Valadares Cendón

14h
Mesa-redonda: A Produção científica em gestão da informação e do conhecimento
Expositor: professor Rivadávia Correa Drummond de Alvarenga Neto
Mediador: professor Ricardo Barbosa

Fonte: Site UFMG

Haddad descarta parecer contra livro de Monteiro Lobato

Agência Estado

Publicação: 03/11/2010 19:28 Atualização:

Com base em críticas encaminhadas ao governo, o ministro da Educação, Fernando Haddad, decidiu não acatar o polêmico parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) que recomendava excluir “Caçadas de Pedrinho”, de Monteiro Lobato, na lista de livros distribuídos à rede escolar. Divulgado na semana passada, o parecer apontou preconceito racial contra negros na obra, que conta a história da caçada de uma onça por Pedrinho e personagens do Sítio do Picapau Amarelo. Mas, por decisão de Haddad, o parecer terá de ser revisto.

No máximo, haverá uma recomendação para que a editora do livro incluam uma explicação do conteúdo racista do livro, publicado pela primeira vez em 1933, sobretudo quando trata de Tia Nastácia, empregada doméstica negra da história, e de animais como urubu e macaco.

“Recebi muitas manifestações para afastar qualquer hipótese, ainda que por razões justificadas, de censura ou veto a uma obra sobretudo no caso de Monteiro Lobato”, disse o ministro. “Eu relativizaria o juízo que foi feito”, continuou Haddad, sobre o parecer do CNE. “Pessoalmente, não vejo racismo”.

A legislação prevê que obras distribuídas à rede escolar tenham o conteúdo analisado e possam eventualmente ser excluídas da lista por referências homofóbicas ou racistas. A legislação também prevê a possibilidade de recurso caso uma obra venha a ser vetada. “Certamente, há casos em que livros devem ser afastados, mas não no caso de um clássico como ‘Caçadas de Pedrinho'”, disse Haddad.

Rodapé

O ministro afirmou que vai respeitar o prazo de 30 dias para o recurso, contados a partir da divulgação do parecer do CNE, mas antecipou sua decisão de não homologar o parecer pela “quantidade incomum” de manifestações de especialistas que, segundo ele, não veem prejuízo à adoção do livro nas escolas.

“O conselho pode até recomendar que as editoras se preocupem em contextualizar referências racistas, sem mutilar a obra, uma nota explicativa não faz mal nenhum, puxar uma nota de rodapé e explicar”, observou. A polêmica começou com uma denúncia à Secretaria de Políticas de Promoção e Igualdade Racial, encaminhada ao CNE. Em votação unânime, o conselho deu parecer contra o uso da obra.

“A obra ‘Caçadas de Pedrinho’ só deve ser utilizada no contexto da educação escolar quando o professor tiver a compreensão dos processos históricos que geram o racismo no Brasil”, diz o parecer, em meio a referências elogiosas ao escritor Monteiro Lobato. “Há que se pensar em histórias que valorizem os diversos segmentos populacionais que formam a sociedade brasileira, dentre eles, o negro.”.

Comentário

O debate sobre a discriminação e o preconceito no Brasil atinge, às vezes, um certo grau de fundamentalismo e acaba – ao ser tratado por certos setores da sociedade e até mesmo pela imprensa como “coisa menor” – não conseguindo atingir os objetivos propostos.

Modifico o comentário feito aqui anteriormente, quando na ocasião critiquei o CNE (Conselho Nacional de Educação) contra a suposta censura feita a obra de Monteiro Lobato, baseando-me puro e simplesmente em informações distorcidas pela grande mídia.

Ao ler o parecer, compreendi que o que se pede – diferentemente do que os jornais noticiam – é que haja uma nota explicativa – assim como há uma nota que ressalta que a caça a onça pintada nos dias atuais, diferentemente da época, é proibida por lei – que ressalte também que existem análises críticas sobre questões etnico-raciais tratadas nas obras de Monteiro Lobato.Pede-se também, e isto não é imposto, que os professores utilizem-se de visão crítica ao trabalhar a referida obra dentro de sala de aula, argumentando sempre sobre o debate etnico-racial atualizado e condizente com a nova sociedade brasileira.

Segundo informações collhidas em listas de discussões sobre o tema, o CNE enviou nota explicativa aos principais jornais da imprensa, entre eles a Folha de São Paulo, porém os jornais se recusaram a publicá-la.

Enfim, mais uma vez parece que temas como as questões étnico-raciais e tantos outros tendem a permanecerem embaralhados e distorcidos devido à manipulação de informações, esvaziando-se, assim, o debate tão necessário

Como confiar em uma imprensa que sequer ouve o outro lado, que é nocauteado sem direto de resposta?

Mais do que vergonha, sinto-me enganado e fico com a certeza de que nunca antes o discernimento e a visão crítica foram tão necessários em se tratando da dita “sociedade da informação”.

Dia Mundial da Usabilidade em Belo Horizonte


O curso de pós- graduação em Design e Interação do Instituto de Educação Continuada (IEC) PUC Minas, promove no dia 11 de novembro, na unidade da Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, o Dia Mundial da Usabilidade (DMU). O objetivo principal é apresentar e discutir teorias, métodos e técnicas de usabilidade e design centrado no usuário com profissionais, pesquisadores e a comunidade. O evento é parte integrante do World Usability Day que, no ano de 2008, contou com 170 eventos, em 43 países.

A iniciativa promove os valores e benefícios da engenharia de usabilidade e design centrados no usuário, porque todos têm o direito de ter as coisas funcionando melhor. O mundo é um lugar melhor quando fazemos assim.

Desde 2005, Belo Horizonte vem participando do Dia Mundial da Usabilidade, que já contou com a participação de mais de 380 inscritos em eventos que discutiram temas relacionados à usabilidade, por meio de palestras e workshops. Mais informações no site: http://www.diamundialdausabilidade.com.br/2010/.

Serviço:
Data: 11 novembro de 2010 – Das 14h às 18h30
Local: IEC PUC Minas
Endereço: Av. Brasil, 2.023, auditório do 6º andar – Praça da Liberdade- Belo Horizonte.

Fonte: IEC-PUC Minas

Histórias de Monteiro Lobato

Fonte imagem: Monteiro Lobato (Editora Globo)

Aproximando-se do Dia das Crianças, resolvi fazer este post em homenagem a elas com ninguém menos que Monteio Lobato.

Uma reportagem do Arquivo N, da Globo News, revela a vida e obra do criador da primeira editora no país e que foi um dos principais escritores infantis brasileiros. A reportagem conta com depoimentos de Laura Sandroni, Tatiana Berlinky e Ana Maria Machado.

V Semana de Biblioteconomia da ECA/USP


A Semana de Biblioteconomia da ECA/USP, realizada de 27 de setembro a 01 de outubro, é um evento realizado anualmente por alunos e tem como objetivo estimular e promover o espírito crítico em relação à formação e à atuação do bibliotecário e divulgar o curso de Biblioteconomia, mostrando a multiplicidade de atuações do
bibliotecário e a interdisciplinaridade da carreira com outras áreas.

Nesta quinta edição do evento, com tema “Áreas de atuação do bibliotecário”, teremos bibliotecários discutindo e apontando essa multiplicidade, abrangendo a atuação do profissional em bibliotecas, centros de documentação, arquitetura da informação e que prestam serviços de consultoria.

Este ano, ainda apresentaremos o biblio.lab, um ciclo de palestras de curta duração feita pelos próprios alunos sobre algum assunto que eles dominam, uma ideia que acreditam, um projeto que participam ou uma experiência pela qual passaram relacionado à Biblioteconomia. Uma atividade diferenciada com o objetivo de mostrar e fomentar o potencial de seus participantes.

Comentários

A V Semana de Biblio da ECA/USP traz uma certeza explícita: o profissional bibliotecário se adaptou, e com ele suas práticas e ambientes de atuação.Ainda que muitos relutem em dizer que a biblioteca deve ser o principal, senão o único, espaço de atuação do bibliotecário, a realidade não nos deixa enganados.

Mais do que meramente tentar competir por um espaço no selvagem mercado de trabalho, nossas atitudes daqui em diante devem estar centradas em trabalhar com acesso à informação, buscando – a onde quer que ela esteja.

Perambulando pela rede

Tenho amadurecido a idéia de que logo após concluir o curso de Biblio, pretendo fazer um curso de produção multimídia.É um campo que me chama muito a atenção e no qual vejo, de certa forma, que posso aproveitar muitas coisas que aprendi durante minha graduação.Sem contar, é claro, na especialização em Arquitetura da Informação e outros projetos futuros.

Só para aguçar ainda mais meu apetite, deparo-me com um projeto bem interessante desenvolvido pela designer gráfica Luciana Rothberg, como trabalho final do Curso de Designer Gráfico da Escola de Belas Artes da UFMG. O Perambulinks nada mais é do que um caldeirão de liks que nos permite um “passeio por imagens, sons, textos extraídos da rede e rearranjados segundo diferentes técnicas e temas”.

Mas para que mesmo isso serve? “Para contemplar, experimentar, pensar, criar junto.E se animar a procurar outras experiências estéticas na rede”, diz Luciana Rothberg.

Fonte: Boletim UFMG – nº 1708, ano 36, 30/08/2010

Livros sobre a alma da cultura brasileira

O projeto Brasiliana Eletrônica foi formulado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com a finalidade de oferecer num portal da internet a íntegra dos livros que compõem a Coleção Brasiliana, lançada pela Companhia Editora Nacional em 1931, logo após, portanto, a Revolução de 1930 e criação do Ministério da Educação, numa conjuntura de grande efervescência e retomada da reflexão sobre a sociedade e a cultura brasileiras.

A coleção, dirigida pelo grande educador Fernando de Azevedo e depois pelo historiador Américo Jacobina Lacombe, foi um dos maiores projetos editoriais brasileiros de todos os tempos, tendo publicado um total de 415 volumes, sendo os 200 primeiros até 1940, o que demonstra o enorme sucesso alcançado pela iniciativa.

Os textos que integram a coleção, sempre com foco no Brasil, são assinados por grandes autores, e eram, na época, edições originais ou reedições de obras clássicas. Eles abordam a economia, a história, a sociologia, a antropologia, a geografia, e diferentes ramos das ciências naturais, como a botânica, a zoologia, a geologia etc., além de incluírem muitos dos mais valiosos relatos de viajantes estrangeiros que visitaram nossa terra desde o século 16.

No pensamento político, destacam-se na galeria de autores os nomes de Oliveira Viana, Alberto Torres, Vicente Licínio Cardoso, Azevedo Amaral e Manoel Bonfim. Na antropologia e na sociologia, Gilberto Freyre, Afrânio Peixoto, Nina Rodrigues, Artur Ramos, Roquette-Pinto, Donald Pierson, Câmara Cascudo, Josué de Castro, Florestan Fernandes e Fernando Henrique Cardoso. Entre os viajantes, Saint-Hilaire, Louis Agassiz, príncipe Maximiliano, Von Martius e Spix, Gabriel Soares de Souza e Fernão Cardim. Como se vê, é um elenco dos mais representativos da cultura brasileira.

Fonte: Observatótio da Imprensa – Por Israel Beloch em 31/8/2010