O vídeo por si só reflete o que penso…
A biblioteconomia talvez seja um dos cursos que mais sofre com um sério problema que acaba causando graves danos aos seus futuros profissionais: a baixa auto-estima. Desde quando entra no curso, o estudante vai criando em torno de si idéias desmotivadas, falta de perspectivas para o futuro profissional e, atrelado a isso, acaba não visualizando tudo que a profissão pode llhe oferecer.
É claro que temos incertezas, sempre.Mas em certos momentos torna-se necessário definir certas metas e planejar ações futuras e a auto-estima nessas horas serve como combustível para tais pretensões.Como vou me projetar na profissão sendo que na minha concepção de carreira a única esperança que é passar num concurso, e olhe lá?Como visualizar projetos inovadores em equipe sendo que não desenvolvo ao longo do curso o perfil necessário para tal?
E não me venham associar tal desânimo e baixo auto-estima somente aos profissionais com muitos anos de carreira! Os jovens, que ingressam todos os anos nas faculdades de biblio, são os que respondem pela maior parcela de tal chaga na nossa profissão.Exemplo disso é a luta que se trava ao tentar montar uma simples semana de biblioteconomia na UFMG.Mesmo com tudo pronto é capaz de vários alunos não participarem ou se participam o fazem somente pela obrigatoriedade de determinadas disciplinas.
Pensar o futuro da profissão requer, acredito eu, um elemento básico: acreditar na profissão.Sem ele ficaremos anos e anos dando voltas e parando no mesmo lugar comum: a estereotipação (outra chaga a ser curada).
OBS: Há uma turma de ’sangue novo’ que pensa e muito na profissão e dos quais me orgulho muito.São calouros, profissionais,veteranos, estagiários,enfim, um bando de “malucos” (com o respeito da expressão) que batalham e acreditam na consolidação de nossa carreria em qualquer lugar que a mesma seja desempenhada.
Reportagem de Flávio Dilascio, Jornal do Brasil
RIO DE JANEIRO – Idealizada pelo antropólogo e ex-secretário estadual de Educação Darcy Ribeiro (1922-1997), a Biblioteca Pública do Estado, batizada Biblioteca Estadual Celso Kelly, foi entregue às traças. Literalmente. Fechada desde o ano passado para obras que ainda não começaram, o espaço abriga até hoje um acervo de 120 mil títulos, apontado por especialistas o maior sobre a história da capital carioca. Seu fechamento, em dezembro de 2008, acabou provisoriamente com a mais importante fonte de consulta para pesquisadores, que aguardam ansiosos pela reabertura. Outro público que ficou órfão da biblioteca estadual é formado por pessoas que moram em longe e trabalham no Centro.
– A reforma era necessária, mas infelizmente, o fechamento causa transtorno a muitos usuários, como moradores da Zona Oeste e Baixada, que compunham grande parte dos frequentadores diários – ressalta a professora de biblioteconomia da Uni-Rio Maura Esandola, que lembra a importância do acervo histórico.
As bibliotecas públicas cariocas nunca estiveram tão maltratadas. Das 26 unidades da capital fluminense, a maioria está esquecida pelo poder público e, principalmente, por grande parcela da sociedade, que vê pouca utilidade nesses centros de empréstimo e consulta de livros. Instalada no coração financeiro do Rio de Janeiro, em plena Avenida Presidente Vargas, Biblioteca Estadual Celso Kelly é um dos maiores reflexos do abandonada que sofreu nas últimas administrações estaduais.
A boa notícia é que a Secretaria Estadual de Cultura promete, agora, um futuro promissor para o espaço. Para cumprir a palavra, o governo estadual vai investir, em parceria com o Ministério da Cultura (MinC), R$ 25 milhões no projeto de recuperação, que será conduzido pelo arquiteto Bel Lobo. Ao fim da reforma, o lugar deverá ser transformado em referência para outras bibliotecas no país.
Portas abertas daqui a um ano
As obras na Biblioteca Pública do Estado devem começar nas próximas semanas e devem durar cerca de um ano, já que a reinauguração está prevista para dezembro de 2010. A Secretaria Estadual de Cultura justifica o atraso dizendo que foi necessário fazer um estudo minucioso de reforma. Também culpa a burocracia nos processos de licitação. Mas a espera, segundo a pasta, não será em vão.
– As bibliotecas públicas passam, mundialmente, por grandes transformações, para responder a um novo conceito em que livros, espaços e mobiliário só têm significado se contribuírem para enriquecer a vida do usuário – afirma a superintendente de Leitura e Conhecimento da Secretaria de Estado de Cultura, Vera Saboya.
De acordo com Vera, a intenção da reforma é atrair Biblioteca Pública do Estado 3 mil pessoas por dia ao local, em vez das 800 que costumavam frequentar diariamente o espaço até o seu fechamento:
– A nova biblioteca do estado pretende oferecer a seus usuários algumas inovações, como leitura em diferentes suportes com grande oferta documental eletrônica, ambientes e espaços agradáveis.
Enquanto o quebra-quebra não começa, o acervo da biblioteca estadual será transferido para um galpão nos próximos dias.
Comentário
Essa notícia não é inédita. Pelo contrário. Reflete a situação de inúmeras outras bibliotecas espalhadas pelo Brasil, e que talvez nem tenham tanta notoriedade quanto a Biblioteca Estadual Celso Kelly, do Rio.
O que me amedronta, sinceramente, é a terrível contradição pela qual passamos enquanto bibliotecários e/ou futuros profissionais.De um lado tem-se centros de informação, bibliotecas e museus monstruosamente aparelhados tecnologicamente, enquanto de outro – em sua maioria – tem-se bibliotecas ao relento, largadas, esquecidas,sem autonomia, sem recursos e sem… usuários.
Um diagnóstico a ser realizado pela FGV sobre a real situação de todas as bibliotecas públicas do Brasil está a caminho. Nele, acredito eu , as “feridas” serão expostas, dando-nos a oportunidade de buscar possíveis soluções que “curarão” tais chagas que nos afligem há muito tempo.
E espero que “Inês não seja dada como morta”…
A primeira biblioteca digital de Web semântica italiana foi apresentada oficialmente em Milão.
Criada no âmbito do projecto «ICT Milano Città Cablata – Biblioteca Aperta di Milano», a nova biblioteca consiste numa infra-estrutura tecnológica que permite aos cibernautas acederem a conteúdos culturais digitalizados associados a informação que determina o seu contexto semântico.
Os primeiros documentos disponibilizados na plataforma dizem respeito a música milanesa do século XIX, detidos por várias instituições públicas da cidade. Com esta iniciativa, as autoridades de Milão pretendem facilitar o acesso a estes documentos por parte de investigadores.
Fonte: iGov Local
Comentário
A Web Semântica ou Web 3.0 parece dar seus primeiros passos rumo a sua concretização.Apesar de opiniões contrárias que a julgam como algo impossível (fazer com que máquinas “entendam” a linguagem natural relacionando termos simples ao seu amplo conteúdo semântico), parece que iniciativas interessantes tem sido apresentadas. Um exemplo é o W3C , “…consórcio de empresas, profissionais, cientistas e instituições acadêmicas que é responsável pela criação de padrões tecnológicos que regulam a World Wide Web” que traz um conteúdo todo especializado sobre um dos temas que é e será por um bom tempo objeto de estudo de vários pesquisadores ao redor do mundo.
Está acontecendo em todo Brasil desde o dia 19 de outubro, a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, realizada desde 2004 pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, por meio do Departamento de Popularização e Difusão de C&T da Secretaria de C&T para a Inclusão Social.
Em Belo Horizonte,as atividades estão espalhadas por toda a cidade incluindo palestras, exibição de vídeos e filmes, exposições, oficinas, workshops, visitas guiadas e muito mais.E o melhor: todas as atividades são gratuitas.
Mais informações e a programação completa de Belo Horizonte e de cada estado e/ou cidade pode ser conferida no site da SNCT.
A versão beta do novo buscador da internet Wowd já está diponível.Lançado hoje no Web 2.0 Summit(um dos eventos mais importantes sobre Web 2.0), em São Francisco-CA, a ferramenta, que apresenta como diferencial a possibilidade de indexar notícias em tempo real, entra para o rol dos motores de busca.Outro diferencial apresentado é que os usuários podem indicar páginas a serem incluidas nas buscas (bem colaborativo mesmo!).O buscador funciona como extensão do navegador de internet…
A seguir, um vídeo bem didático sobre o Wowd.
Fonte: Twitter Febab
O site inglês Times Higher Education publicou, no último dia 1, um ranking (versão 2009) com as 200 mais conceituadas universidades do mundo.Nas primeiras cinco posições estão as universidades de Havard,Cambridge, Yale, College London e Oxford, respectivamente.
A única universidade da América Latina que entrou no ranking foi a Universidade Nacional Autonoma do México, a UNAM, que ficou em 190ª.
A lista completa pode ser conferida aqui .
Fonte: Twitter Pierre Bourdieu
A Escola de Ciência da Informação da UFMG, na qual estudo, tem uma empresa júnior que presta serviços de consultoria para grandes empresas de Minas, entre elas a CEMIG.
Pois bem.Há cerca de dois dias atrás conversando com a presidente da empresa júnior, que aliás hoje está empregada graças à empresa, a mesma confessou-me que a CGI Jr., que já tem dez anos de mercado e que juntamente com outras empresas Jr. de cursos diversos da UFMG formam uma comunidade, está preste a fechar as portas.
Não há aqui a intenção de irresponsavelmente culpar ninguém.O que lamento, como faço neste momento, é o fato de que uma iniciativa que já foi orgulho da escola esteja a ponto de encerrar suas atividades, não por falta de clientes , mas por falta de alunos interessados.
Como sempre tive interesse em participar da empresa,mas não o fiz por trilhar caminhos mais tortuosos – dos quais nem sei se valeriam a pena trilhar novamente – me ofereci, juntamente com uma outra amiga minha, para participar da empresa júnior numa tentativa de contribuir para que o pior não acontecesse.
Temos boas idéias e espero que outros estudantes participem das entrevistas para seleção de novos membros.A ECI, às vezes conhecida por seu ar fúnebre, não pode se deixar levar pelos desânimos de alguns que deveriam, na verdade, levantar sua alto-estima.
A seguir, texto publicado no site da revista TRIP por Ronaldo Lemos sobre quando é preciso,simplesmente, desconectar-se.
As demandas virtuais são ilimitadas e nossa capacidade de atendê-las é meramente humana
Já vou começar dizendo que sou otimista com relação aos avanços da tecnologia nos últimos anos. Acho que a internet está apenas começando a mostrar seu potencial para promover maior transparência pública, disseminar o conhecimento e transformar para melhor a educação. Isso para ficar só em alguns exemplos. Claro que com relação a outros assuntos sou pessimista. Um deles é o bate-cabeças do direito autoral, que parece que não vai melhorar tão cedo.
Mas o tema deste artigo é outro. Como diz o amigo Sergio Cohn, editor do livro CulturaDigital.br, um dos bens fundamentais do século 21 será a desconexão. Não preciso repetir o que todo mundo já sabe. Cada vez mais dependemos da rede em dimensões fundamentais da vida. Não só para trabalhar, mas também para se relacionar com outras pessoas, namorar e se divertir. O pesquisador americano Julian Dibbell tem uma história interessante para ilustrar isso. Na China, existem empresas especializadas em produzir e vender “objetos virtuais”. Os funcionários ficam o dia todo jogando videogames para produzir itens que incluem poderes, armas e magias, tudo para ser vendido a outros jogadores. A jornada de trabalho chega a 16 horas. O mais surpreendente é que, assim que o trabalho termina, os funcionários voltam aos mesmos games que passaram o dia todo jogando. Mesmo na hora de “folga”, a diversão é continuar dentro daquele mundo virtual, só que desta vez por “diversão”.
Estou sendo ignorado?
Isso demonstra que há problemas ainda não resolvidos no universo digital. O principal deles é a capacidade de criar camadas em cima do nosso mundo “real”. Só que essas camadas virtuais podem ser ilimitadas e geram demandas e necessidades totalmente reais. E a nossa capacidade de lidar com essas demandas é limitada. Cada vez que ingressamos em um novo universo virtual, seja ele o Facebook, o Twitter, o MSN ou a mera abertura de mais uma conta de e-mail, surge mais um “mundo” com demandas próprias de atenção. Experimente ficar dois meses sem responder aos seus e-mails, recados em redes sociais, comentários de blogs ou mensagens de texto. Isso irá irritar profundamente seu universo de contatos. Muitos vão pensar: “Será que estou sendo ignorado?”. Outros vão dizer: “Será que minha mensagem não é importante o suficiente para receber uma resposta?”. Mas provavelmente ninguém vai pensar algo como “não recebi uma resposta porque é humanamente impossível responder a todas as demandas que recebemos virtualmente, então entendo perfeitamente”.
E, para complicar o paradoxo, é bom lembrar que responder aos e-mails gera mais e-mails. Responder a scraps gera mais scraps. Responder a comentários gera mais comentários. Logo, um dos desafios a serem enfrentados no século 21 será como resgatar a dimensão humana para as comunicações digitais. Hoje as demandas são potencialmente ilimitadas, mas nossa capacidade de atendê-las continua a ser meramente. humana. Talvez o primeiro passo para isso seja mesmo a desconexão, sem culpa.
*Ronaldo Lemos, 33, é diretor do Centro de Tecnologia da FGV-RJ e fundador do site www.overmundo.com.br. Seu e-mail é rlemos@trip.com.br
Comentário
Às vezes, confesso, é preciso reconhecer que do que mais preciso num dia é desconectar-me de tudo(entende-se web) e sair pela rua e dar um passeio.A enorme gama de compromissos que me vêm à cabeça logo quando ligo meu computador me faz pensar, em certos dias, é claro, em refletir duas vezes antes de logar.Não sei se essa será uma tendência dos próximos anos, mas sei que a desconecção servirá para alguns casos como analgésico contra as várias doenças que surgiram derivadas da enorme exposição ao mundo virtual e sua respectiva assimilação com o real; este último, como bem sabemos, bem menos fantasioso que o primeiro.